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quinta-feira, 28 de maio de 2015

“Desviados do caminho e desviados da verdade?”



Desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda; fazei que deixe de estar o Senhor de Israel perante nós. (Is-30:11)

Texto do profeta Isaías retratando mais um ato de rebeldia do povo de Israel, persistindo em buscar ajuda do faraó do Egito, para se defenderem dos inimigos Assírios, desprezando assim, a palavra do Senhor e todos os seus conselhos. (Vs-1-17).
O povo de Israel sempre foi obstinado por viver no erro e andar por caminhos duvidosos; mesmo conhecendo o melhor caminho, sempre tendiam para o atalho, para o precipício da dúvida. “O homem que anda desviado do caminho do entendimento, na congregação dos mortos repousará”. (Pv-21:16)

Mesmo assim; vemos o grande amor do Senhor Deus pelo seu povo; descrito detalhadamente, em cada ato de bondade e de misericórdia, em perdoa-los, abençoa-los e protegê-los de todos os seus inimigos; propondo-lhes conduzi-los por um caminho seguro, cheio de benção e da proteção Divina.  Porém, com uma condição: Que eles não desviassem do caminho.  E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda. (V-21). O Senhor queria ensina-los o caminho, como se ensina a uma criança que ainda não sabe andar. (Pv-22:6 – Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele).

Mas, quando lemos os versículos, 8 -11, ficamos pasmos em saber o que este povo verdadeiramente desejava; por certo não era o amor de Deus nem muito menos a verdade (Palavra); mas, sim, as mentiras, as profetadas e os supostos milagres, que só servem para promover espetáculos e divulgar o ministério dos falsos profetas que já existia na quela época.

Vai, pois agora, escreve isto numa tábua perante eles, e aponta-o num livro; para que fique escrito para o tempo por vir, para sempre e perpetuamente.
Porque povo rebelde é este, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor.
 “Que dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e tende para nós enganadoras lisonjas”. (Is-30:8-11)

Olhando para hoje, fico pasmado e espantado; é, como se nada tivesse mudado; diante das barbáries que ocorrem no meio evangélico dos nossos dias. Onde a proclamação do evangelho e a doutrina foi substituídas pela sessão dos milagres e prodígios.
Foi nesse sentido que o profeta Oseias também fez a sua lamentação:
Como eles se multiplicaram, assim contra mim pecaram; eu mudarei a sua honra em vergonha.
Alimentam-se do pecado do meu povo, a da maldade dele têm desejo ardente.
Por isso, como é o povo, assim será o sacerdote; e visitarei sobre ele os seus caminhos, e lhe darei a recompensa das suas obras.
Comerão, mas não se fartarão; entregar-se-ão à luxúria, mas não se multiplicarão; porque deixaram de olhar para o Senhor. (Os-4:7-10)

Outro texto impressionante é o do profeta Jeremias, onde o assunto é o mesmo: Desvio do caminho e da verdade”. O desvio da verdade, sempre foi, e, sempre será a perdição do povo de Deus; ontem, hoje e eternamente.
“Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles dizem: Não andaremos”.(Jr-6:21)

Observando estes textos dos profetas Isaías, Jeremias e Oseias; comparando-os com os “Rumos” que tem tomado os evangélicos nestes tempos chamados hoje. Resta-nos um pergunta: Não estaria a maioria das denominações que se dizem cristãs evangélicas, vivenciando a experiência dos tempos deles; e seguindo por caminhos que não conduzem a verdade, pelo menos no que consiste a salvação e a vida eterna em Cristo Jesus?

Será que os evangélicos em sua maioria, não mais estão ou nunca estiveram no Caminho da verdade em busca da salvação e da vida eterna? Mas, já desviaram do caminho “Desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda” só buscando um caminho que lhes proporcionem satisfazerem os seus anseios terrenos; crendo em falsos profetas com promessas fabulosas de resolver todos e quaisquer problemas de suas vidas.

Citando um forte apelo de um jornal de certa igreja evangélica: “Jesus a solução para todos os problemas”. Só que a proposta destas denominações, é  incentivar  o homem que certamente está em desespero de vida, a buscar em suas igrejas uma  “suposta  solução” para seus anseios terrenos, e não solução para os seus pecado e salvação para suas almas em Cristo Jesus.
Por certo que o Senhor Jesus Cristo é a solução para todos os problemas da humanidade, porém, não segundo os propósitos das campanhas dos falsos profetas de plantão. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. (1Co-15:19)

“O Jesus pregado nestas igrejas”, não condiz com o Cristo morto e Ressurreto, o justificador dos pecadores arrependidos e convertidos, o doador da vida eterna. Não, não, o nosso Cristo não tem nenhuma correlação com estes tais milagres denominados “Show da Fé” e outras heresias mais. Visto que, pra fazer milagres de curas, obter prosperidade e outros sinais, não se faz necessário usar a palavra de Deus e o nome de Jesus; pois muitas crenças em todo mundo, fazem seus milagres e nem mesmo  conhecem Jesus, e  muito menos creem na Bíblia como palavra de Deus. “Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos”. ((Mt-24:4,5)

Creio que, o que está acontecendo no meio evangélico, é o que o apóstolo Pedro relata em sua segunda carta.
E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. (2Pe-1-3)

Deus não está dormindo, o dia do juízo está próximo!!!

Eles anunciam em suas campanhas, entre outras coisas, possuírem a unção e o poder para operar milagres e prodígios em nome de Jesus. Dizem possuir o dom da prosperidade outros o dom da cura e da libertação. E, para enfatizar os seus feitos e se fazerem mais notórios nos seus intentos, eles diz trazer águas das fontes de Israel, donde os registros bíblicos descreve a operação de algum milagre feito pelo Senhor Jesus. 

Outros usam indumentária dos sacerdotes judaicos, e alguns mais ousados diz possuir a unção até de quem possivelmente nunca a possuiu. “A unção de Manasses”. Só não sei de qual deles, se seria Manasses o filho primogênito de José, o qual Jacó ao abençoa-los, não o reconheceu como primogênito, mas sim o seu irmão Efraim. (Gn-48:11-20) “Ou, se seria na pior das hipóteses, a unção do rei Manasses o “macumbeiro de Judá”, se assim for, então a unção é forte mesmo”???

Analisando tudo isso, e comparando-os com as propostas do “Caminho” do cristianismo e de outros credos “ativista” na causa da humanidade; sejam nas questões espirituais ou nas questões sociais; fico pensando: Este evangelho “transgênico” salvará os seus pregadores, e os seus ouvintes? Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. (2Tm-3:13)

Vejo que a igreja do Senhor está vivendo em tempos trabalhosos, como previu o apóstolo Paulo.
Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
E desviarão os ouvidos da verdade voltando às fábulas. (2Tm-4:3,4)
Não sei para onde este povo irá, sê se salvarão ou não. O que sei e posso confirmar biblicamente é que o evangelho que salva, cura e liberta, não procedem de campanhas miraculosas, sessões de descarrego ou proposta de prosperidade. Se milagres salvasse  a multidão citada no evangelho de João (Jo- 6:1-30), entre outras, teriam se salvado.

Observem este diálogo entre Jesus e seus discípulos; e tire as suas conclusões.
Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.

Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
O povo evangélico da maioria das igrejas tem o perfil de Tomé o discípulo descrente; não por falta de fé, pois este povo tem fé até demais, acredita em qualquer um e em qualquer coisa, até em casa pegando fogo (irônico).

Creio que o povo evangélico, que ao invés de buscarem a Cristo para salvação, buscam os milagres operados em nome de Cristo; estão como Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho. “Lamentável evangelho da perdição”........ 

 Disse-lhe Jesus: Eu sou o Caminho, e a verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João-14:6)

Postado pelo Pr. Fábio Scofield em 28/05/2015

sábado, 29 de dezembro de 2012

Toda atitude de Fé, agrada a Deus?







Por Pr. Fábio Scofield

Segundo o autor da carta aos Hebreus, Deus não se agrada daqueles que não demonstram uma atitude de fé.

Ele inicia sua carta fazendo uma demonstração da estrutura da fé. Segundo ele, a fé é uma ideia concreta, sobre uma visão abstrata. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”. (V-1)

Em seguida ele começa descrevendo a atitude dos antigos, e sua capacidade de crer. “Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem”. (Vs-2,3)

Logo a seguir, ele faz duas citações de atitudes radicais vivenciadas pela fé.

“Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala”. (V-4)

“Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus”.(V-5)

E, concluiu: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. (V-6)


E, com base no testemunho de fé, o autor nos apresenta uma galeria de heróis, desde Noé, o a pregoeiro da justiça, até os últimos mártires do Antigo Testamento, onde ele encerra fazendo uma declaração surpreendente: “Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por meio da fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados”. (Hb-11:5-40).

**- Embora estes crentes do Antigo Testamento olhassem com fé para o Messias futuro, a fé que tinham não era perfeita, ou completa, até que Cristo veio.(Ver Hb-7:11-28 –Hb-10:1-18).  

Antes de concluir a definição da fé genuína vivenciada pelos heróis desta carta; quero fazer uma reflexão:

1º) -Será que toda atitude de fé agrada a Deus?

2º) -Será que só pelo fato de alguém crer, já é motivo suficiente para ser justificado por Deus?

3º) -Será que as pessoas que dizem crer sabem verdadeiramente em quem tem crido? Exemplo do apostolo Paulo (1Tm-1:12).

Eu creio que verdadeiramente sem fé é impossível agradar a Deus.

Porém, por não saberem em quem tem crido, ou melhor; por não saberem o que significa crer; a fé se tornou uma atitude muitas das vezes, desagradável aos olhos do Senhor.

Para entender isso, é, só analisar quais foram à motivação da fé que impulsionaram os heróis desta carta a crerem em Deus. Será que eles tinham pedido algo ao Senhor e criam que pela fé iriam obter? Será que a motivação de fé destes heróis é a mesma do povão que diz crer em Deus e em Cristo nos dias de hoje?

Será que os heróis da fé serviram a Deus, buscando algum interesse pessoal? Será que este povão que lotam as igrejas nas campanhas de milagres e correntes da fé estariam dispostos a doarem suas vidas em prol da vontade do Senhor, simplesmente por acreditarem no plano de Deus, como Abraão acreditou?

“Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador”.(Hb-11:8-19).

Será, que o crente de hoje, dispensaria as benção terrenas (materiais) pelas vindouras (celestiais)?  

Dificilmente veríamos alguém hoje se expressando como Davi: Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando a procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre. (Sl-131:1-3)

Exemplo do centurião Romano, que impactou o Senhor Jesus, com sua demonstração de amor e fé, não em beneficio próprio, mas, em amor e solidariedade ao seu criado que se encontra enfermo.  Alguém, que por amor usou a fé abrindo mão dos seus próprios interesses para exercitá-la em favor do seu próximo. (Mt-8:5-13).

O que vemos hoje é uma fé egoísta e interesseira ou quando não, voltada unicamente para o suprimento da sua própria necessidade. Uma fé coisificada, voltada para o ventre, pois só pensam nas coisas deste mundo.(Mt-16:26). 

O que verdadeiramente vemos não é o homem crendo e confiando na plena e soberana vontade de Deus. Mas, sim, vemos o homem exercitando a sua fé através das crenças, por meio de rituais e indulgências pragmáticas apresentadas a Deus para forçá-lo a realizar os seus interesses pessoais. (Is-58:1-5 – Zc-7:4-13).


O que é fé?

A fé é uma ação determinante por Deus aos seus servos: Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé. (Hc-2:2-4 –Rm-1:16, 17).

Seguindo o raciocínio do autor da carta como ele diz: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”. Fé significa abandonar toda a confiança em nossos recursos, capacidades e raciocínios, “No que vemos”. Para confiar exclusivamente naquilo que não vemos. “As promessas e as provisões de Deus, e o seu interesse por nós”. A fé se evidencia pela obediência ao Senhor. O autor de Hebreus definiu fé em duas direções: Fé em relação a realidades futuras. (as coisas que se esperam), e fé em relação a realidades invisíveis (fatos que se não se vêem).Quando temos a certeza de que Deus está no controle dessas áreas (vivemos de acordo com essa convicção), isto é fé. O Salmista nos salmos (Sl-23:1-6 e 37:3-7 – Revelam como devemos viver por fé em plena confiança na provisão do nosso Deus e Pai celestial).

Todavia, somente uma atitude interior não define a fé, para que a fé esteja presente, é preciso ação. O apostolo Tiago nos dá uma grande lição da verdadeira praticidade da fé cristã. (Tg-2:14-26). Porém, esta ação não pode ser baseada ou motivada por interesses religiosos ou auto-justiça, que venham contrariar a vontade do Senhor. (1Jo-3:19-24).

Segundo o apostolo João: A fé é o poder para vencer o mundo. (1Jo-5:1- 5).

Porém, não é isto que temos visto no cotidiano daqueles que dizem viver da fé. O que temos visto é um povo que, ao invés de vencer o mundo pelo poder da fé em Cristo Jesus: Que significa vencer o pecado em todas as suas manifestações e as forças malignas de Satanás. Estão invertendo o alvo, usando o poder da fé para vencer no mundo. Pelo poder da fé, buscam desesperadamente conquistarem o mundo e toda a sua glória. (Lc-4:5-7). Assim, se tornando inimigos da cruz de Cristo. (Fl-3:17-19).

“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. (V-6)

Precisamos exercer a nossa fé, não uma fé pragmática e egoísta, mas, uma de plena confiança na vontade do nosso Deus. ]
Os dois aspectos da fé (certeza e expectativa), podem ser vistos na vida dos heróis mencionados nesse capítulo. Tinham firmes convicções sobre realidades presentes invisíveis. Também forte certeza de que as promessas de Deus se cumpririam, até mesmo em face de indicações em contrario. (Hb-11:11 –Rm-4:18-25). Seguindo estes aspectos, podemos entender que, ter fé não significa pedir a Deus o que precisamos e esperar que ele nos atenta. Mais sim, ter fé e  confiar no Deus que sabe tudo o que precisamos e supre todas as nossas necessidades em Cristo Jesus.(Ef-3:20,21).

Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.
Porque ainda dentro de pouco tempo aquele que vem virá, e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé, e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma.
Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma. (Hb-10:35-39).

A Cristo Jesus seja dada toda a glória. Amém!!!

Pr. Fábio Scofield em 29/12/2012

terça-feira, 20 de março de 2012

"O Caminho da verdade foi blasfemado"



Existem certos assuntos, que às vezes tentamos fingir que não ouvimos ou que não nós importamos, ou que eles não nós diz respeito, tentamos passar de largo, como se não tivéssemos nada haver com isso. Em alguns casos, sim, em outros não; não podemos ficar calados diante de certas coisas que certamente nos atingirá, direta ou indiretamente; mais atingirá.
Como é o caso deste escândalo no meio evangélico, tão comentado nos últimos dias, que não é novo, mais tem tomado proporções desastrosas.
Eu não estou aqui, falando de pessoas de denominações; estou falando da tão absurda e por que não dizer “diabólica” Teologia da prosperidade, em todas as suas multiformas. Sim, quem pensa que esta tal Teologia é só praticada visando o “dinheiro” está mal informado; pois ela tem muitas faces, o dinheiro funciona apenas como atrativo humano, “essência, combustível” para que, os ministros da iniqüidade possam por ambição ao dinheiro fazer a vontade de Satanás.
Tenho certeza que estes ministros, não satisfarão só em acumular dinheiro, ou satisfazer alguns prazeres pessoais. Creio que, para a maioria deles, os dos escalões inferiores, os paus mandados, talvez, sim, porque não compreendem a dimensão do propósito desta causa satânica; que é afastar o homem da verdade Bíblica, do amor de Deus em Cristo Jesus, e do verdadeiro propósito do seu sacrifício, buscar e resgatar o perdido e trazer o pecador ao arrependimento.
O dinheiro, as posses de algumas propriedades, a fama o reconhecimento ministerial, o espaço na mídia, o suposto poder sobrenatural, pra curar, libertar e transformar as vidas dos seus fieis, o grande numero “incontestável” de seguidores, tendem a cumprir a profecia de (Mt-24:23-26), e se compararmos estes sinais e milagres com o perfil do caráter destes ministros e seus seguidores; então, creio não teremos nenhuma duvida, que estamos diante de uma maquinação satânica mascarada de evangelho e igreja de Cristo; e diante de um ministério, chamado “ministério da injustiça” proposto pelo apostolo Paulo em (2Ts-2:7-12).
Nos, porém, sabemos que no meio desta turba de ignorantes e aproveitadores espirituais, existem os remanescentes fiéis, os quais o Senhor lhe abrirá os olhos do entendimento para ver a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
Eu não estarei fazendo nenhum comentário com relação as últimos acontecimentos, “os escândalos envolvendo grandes vultos desta tal pratica teológica” nem muito menos questionarei sobre as partes envolvidas, mesmo porque eles não são os primeiros, não são os únicos, e nem serão os últimos, visto que estamos vivendo em um período propicio a esta pratica religiosa; “a grande apostasia das verdades Bíblicas”, conforme já havia alertado o apostolo Paulo na segunda carta a (Timóteo -3:1-13 - 4:1-5), também o apostolo Pedro em sua segunda carta (2Pe-2:1-3). Tudo o que estamos vendo, não é apenas o fruto de uma falsa religião, supostamente pregada em nome do Senhor; não, tudo isso também é o fruto de um povo que tem prazer de desviar-se da verde. (Jeremias -5:30, 31).
O que eu proponho nesta postagem é expressar a minha indignação a respeito desta tal “teologia da prosperidade” tão combatida e tão praticada.
Tenho observado os praticantes e os não praticantes desta teologia, se justificando “o porque praticar e o porque não praticar”; sinceramente, tenho ficado com medo e com dúvidas; não que eu esteja em dúvida quanto a minha fé e o ministério que o Senhor me confiou; não, minhas duvidas e meus medos são, quanto as tendência do momento, “do momento”, sim, pois o evangelho, sempre viveu as suas tendências: “Castidade, santidade, revestimento de poder, fundamentalismo, tradicionalismo, mover do Espírito, batalhas espirituais, quebras de maldições. E atropelando todas elas, deste os idos de 1970, surgiu a grande teologia da prosperidade, importada da maior Nação apostata do mundo, “USA”. Eles nos apresentaram, o prospero e bem sucedido “Neopentecostalismo” com a sua teologia da riqueza e das heresias de perdição.
Foi como fogo em rastilho de pólvora, logo o país se encheu de novidades, nunca ouve um movimento que desse maior crescimento do que este, certo ou errado, 90 % das igrejas abertas e as denominações criadas nos últimos tempos, procedem deste seguimento, direta ou indiretamente, publica ou disfarçada, mas, a maioria tem um pesinho de fé na teologia da prosperidade. Quando não visam o dinheiro, em proporções elevadas, claro; mas, visam o crescimento do ministério a qualquer custo, e para isso, negligenciam a verdade, com heresias de perdição, festividades mundanas, contratando e sendo contratados como atores e artistas de palco, vendendo a palavra de Deus como mercadoria com preço pré-estabelecido, contratando pregadores de fabulas, sem nenhum temor a Deus, nenhum compromisso com a verdade, e muito menos com a salvação do povo.
E seguindo esta tendência, o evangelho se tornou o show da fé, o grande espetáculo, do poder sobrenatural das curas e milagres, tão desejado pelo povo; e neste filão, tem sido a fonte do enriquecimento ilícito dos grandes ministérios, que são vistos e reconhecidos e invejados pela proporção numérica de templos e membros que possui, e no crescente patrimônio particular de cada um. Por esta e outras razões, eles lutam entre se, travando uma batalha, que certamente não terá entre eles, vencidos nem vencedores, pois o plano do diabo, não é levá-los a um fracasso ou derrota, mas, sim, expor as suas forças ministeriais e as riquezas e eles já possui, com o intuito de motivar outros seguidores da iniqüidade, é só observá-los e verá que eles não temem se expor, muito pelo contrario, as suas riquezas são os seus trunfos para comprovar que pelo menos, pra eles esta teologia satânica tem dado certo.
Vivendo a concorrência desta desleal e “satânica doutrina”, muitos pequenos e médios ministérios, infelizmente, tem desistido da verdadeira obra de Deus e se corrompido, tentando imitá-los, sem consegui, claro. (2Pe-2:2- Muitos os seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade). Este é o grande perigo desta tal teologia da prosperidade, desacreditar e desestabilizar a verdade do genuíno evangelho de Cristo; diante de tudo isso, com tantos escândalos, que são inevitáveis, com o aumento desenfreado da iniqüidade, o amor a verdade certamente se esfriará (Mt-24:12), certamente não será fácil pregar o evangelho tendo por base o amor a verdade. Nós os que não compartilhamos com este sistema, não devemos criticar e nem cruzar os braços, devemos orar, pedindo a Deus que proteja e liberte o seu povo das astúcias e ciladas de satanás.
Quanto a estes obreiros fraudulentos; não se preocupe a Bíblia é enfática: Não erreis: Deus não se deixe escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. (Gl-6:7).
Postado pelo Pr. J. Fábio F. Scofield em 20/03/2012.